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DiaryTouch

A ficha da casa

Sobre este diário

O DiaryTouch é um projecto editorial independente escrito por uma só pessoa, em Lisboa. Chamo-me Tiago Monteiro e mantenho este sítio fora do horário de trabalho, por gosto por um género improvável: os simuladores de lobo, que são hoje dezenas nas lojas de aplicações e quase nunca aparecem em sítios de análise.

A ideia nasceu de uma frustração comum. Procura-se um simulador de lobo, encontram-se dezenas, todos com o mesmo ícone de animal sobre neve e a mesma promessa de alcateia, e não há forma de saber qual deles tem realmente um jogo lá dentro. As listas automáticas não ajudam: repetem a descrição da loja e ordenam tudo pela classificação, quando vários destes títulos nem sequer têm classificação para mostrar.

Como escolho os títulos

Procuro jogos gratuitos, de estúdios pequenos, dentro de um tema estreito: lobos e os territórios por onde andam. Fico deliberadamente longe dos primeiros lugares das tabelas, porque esses já têm quem escreva sobre eles. Não aceito sugestões pagas e não existe nenhuma forma de aparecer aqui a troco de seja o que for.

Porque há páginas sem números da loja

Dos três títulos deste catálogo, apenas um tem classificação pública no Google Play. Quando não existe, escrevo exactamente isso e mais nada. Não calculo médias, não copio números de sítios agregadores e não uso a classificação de um jogo parecido do mesmo estúdio. Um número inventado é pior do que a ausência de número, porque parece informação.

O que é a nota da redacção

É uma nota minha, numa escala de zero a dez, atribuída depois de jogar. Mede uma coisa concreta: se o jogo se aguenta depois de deixar de ser novidade. Por isso há títulos com cenário bonito e nota média, e títulos modestos com nota alta — o que conta é o que continua a funcionar na segunda meia hora.

O que este sítio não faz

Não publica opiniões de jogadores nem testemunhos, porque não tenho forma de os verificar. Não tem formulários, não pede dados a quem visita e não envia notificações — e o que a rede que distribui as páginas regista por sua conta está descrito, sem rodeios, nas páginas de dados pessoais e de cookies. Não compara aplicações por aquilo que custam, porque isso muda de semana para semana e não diz nada sobre o jogo. E não publica listas de dez títulos escritas em cinco minutos.

Verifico também aquilo que os jogos dizem sobre o animal. O lobo-ártico, que dá nome a dois dos três títulos do catálogo, não é uma espécie à parte: é uma subespécie do lobo-cinzento, e a pelagem clara é uma adaptação à tundra onde vive, não uma característica de outro animal. Quando um jogo trata isto ao acaso — pondo o mesmo lobo a correr sobre erva verde, ou juntando-lhe no mapa espécies de outro continente —, digo-o na análise. Não para desmerecer o jogo, mas porque quem lê merece saber a diferença.

As análises são revistas quando um jogo recebe uma actualização relevante ou quando mudo de opinião — e quando isso acontece, digo-o dentro do texto em vez de reescrever o passado em silêncio. Correcções e pedidos de esclarecimento são bem-vindos por correio electrónico; a morada está na página de contacto e no rodapé de todas as páginas.

Não sou programador de jogos nem tenho qualquer ligação aos estúdios referidos, à Google ou ao Google Play. Sou apenas alguém que joga estas coisas com atenção e escreve o que encontrou.

Falésia sobre o mar com céu carregado, vista de baixo
A paisagem que nenhum destes jogos consegue imitar — e que serve de medida a todos eles.